A inflação oficial do Brasil registrou deflação de 0,32% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a menor taxa para o mês desde 2022, quando o IPCA havia recuado 0,36%. Em julho deste ano, o índice havia registrado alta de 0,07%.
A principal influência para a queda veio do grupo Habitação, que recuou 1,87%. Dentro dele, a energia elétrica residencial teve redução média de 7,63%, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, desconto aplicado nas contas de energia de milhões de consumidores. O impacto da eletricidade representou -0,33 ponto percentual no resultado do IPCA.
Os preços de Alimentação e Bebidas também contribuíram para a deflação, com queda de 0,34%. Entre os produtos que ficaram mais baratos estão batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovos (-4,15%) e café moído (-1,86%).
Outro grupo que apresentou recuo foi o de Transportes, com baixa de 0,86%. Combustíveis como etanol, óleo diesel e gasolina tiveram redução de preços, enquanto as passagens aéreas também contribuíram para o resultado negativo do mês.
Com o resultado de agosto, o IPCA acumula 3,11% no ano e 4,22% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,44% registrados até julho. A taxa em 12 meses permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, cujo limite superior é de 4,5%.
Apesar do resultado positivo, especialistas avaliam que parte da queda de agosto foi influenciada por fatores temporários, especialmente o desconto na conta de energia. A expectativa é de que a inflação volte a subir em setembro, com a normalização das tarifas de eletricidade e possíveis pressões sobre alimentos e combustíveis.

