As exportações brasileiras com destino aos Estados Unidos caíram 6,6% em 2025. Já as vendas externas para a Europa e China avançaram.

Sob o impacto do tarifaço imposto pelo presidente americano Donal Trump, as exportações brasileiras para os EUA recuaram, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões no ano passado, uma queda de 6,6%, ou US$ 2,65 bilhões. Com isso, o déficit comercial do Brasil com os americanos cresceu de forma expressiva, somando US$ 7,53 bilhões no ano passado. O Brasil registra déficits comerciais consecutivos com os EUA desde 2009. O resultado negativo de 2025 foi o pior desde 2022, em um intervalo de três anos.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as vendas para a China cresceram 6% no ano passado, somando US$ 100,021 bilhões, ante US$ 94,372 bilhões em 2024. Pelo lado das importações, houve alta de 11,5% nas compras vindas da China no ano passado (totalizando US$ 70,930 bilhões, ante US$ 63,636 bilhões em 2024). Conta gera um superávit de US$ 29,091 bilhões com o país asiático no ano passado.

Também cresceram as exportações de produtos brasileiros para a União Europeia, 3,2% em 2025, somando US$ 49,810 bilhões, ante US$ 48,276 bilhões em 2024. Pelo lado das importações, a alta foi o dobro, de 6,4%, no ano passado, totalizando US$ 50,290 bilhões, ante US$ 47,260 bilhões em 2024. Conta de vendas e compras gerou um déficit de US$ 480 milhões com o bloco europeu no ano passado, quando era esperada a assinatura do acordo com o Mercosul.

A tarifa adicional de 40% anunciada por Donald Trump sobre produtos do Brasil entrou em vigor em 6 de agosto. Em novembro, no entanto, o presidente recuou e isentou a maior parte dos produtos do agronegócio brasileiro da sobretaxa. Atualmente, cerca de 22% das exportações brasileiras seguem afetadas pela medida.

By mario

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