O ano de 2026 para o consumidor de energia elétrica no Brasil começou com bandeira verde, sem acréscimos, graças às condições favoráveis de geração elétrica. Mas esse quadro pode mudar a partir de meados do ano, segundo informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Com o anúncio do calendário das datas, sempre no final do mês anterior, quando definne a bandeira aplicada na conta de luz seguinte a Aneel informa que apesar das perspectivas positivas à frente, as projeções podem ser alteradas.
Nessa conta do para o acionamento das bandeiras mais caras entra o GSF (risco hidrológico), e o aumento do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças) , que é o valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.
Segundo a Aneel, existem grandes chances de uma prevalência da bandeira vermelha a partir da metade do ano. Tarifa cobra um adicional entre R$ 4,46 e R$ 7,87 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.
A conta de luz fechou 2025 com reajustes que totalizaram 7%, para uma inflação no mesmo período de 4,26%, portanto acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O sistema de bandeira tarifária foi implementado em 2015 e sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica por meio das cores das bandeiras tarifárias (verde, amarela ou vermelha).
