O Banco Digimais, controlado pelo grupo ligado ao bispo Edir Macedo, investiu R$ 271,4 milhões em títulos sem valor de mercado do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) por meio do fundo de investimentos Betel, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira (18). A operação apresenta semelhanças com transações investigadas no caso do Banco Master.

De acordo com as informações divulgadas, os papéis do Besc foram adquiridos pelo fundo por valores elevados, apesar de praticamente não terem valor no mercado. No caso investigado envolvendo o Banco Master, títulos semelhantes teriam sido utilizados para inflar artificialmente balanços e servir como garantia para operações de crédito.

O fundo Betel era administrado pela Reag, gestora posteriormente liquidada pelo Banco Central. Dados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também apontam divergências em relação à informação do Digimais de que o banco teria deixado de ter vínculo com o fundo em outubro de 2025.

O Digimais já é alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de manipulação de balanços e outras irregularidades. Segundo a PF, algumas práticas atribuídas à instituição são semelhantes às identificadas no caso Master. As investigações ainda estão em andamento, e as suspeitas não equivalem a uma condenação.

By Laiana

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