O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), deve bater o martelo nos próximos 25 dias sobre qual candidatura ao governo da Bahia irá apoiar nas eleições de 2026. Apesar de já ter mantido maior proximidade com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o cenário neste momento é considerado indefinido por aliados do gestor ouvidos pelo Política Livre na manhã desta terça-feira (03).

Segundo interlocutores próximos ao prefeito, Cocá, que tem feito críticas ao presidente Lula (PT) publicamente, demonstra insatisfação com o ritmo das obras prometidas pelo governo estadual para Jequié e região, além da falta de avanço no diálogo político com o Palácio de Ondina. A principal queixa envolve a demora na execução de projetos estruturantes, como o aguardado aeroporto regional, cuja viabilização sempre foi tratada pelo prefeito como condicionante para um alinhamento político mais firme com o PT.

“O fato é que não houve avanço por parte do governo do Estado. As obras importantes, como o aeroporto regional, não começaram até agora. E Cocá sempre condicionou o apoio a isso. A decisão sobre o posicionamento eleitoral precisa ser tomada agora, nos próximos 25 dias. Hoje está totalmente indefinido qual será o caminho dele”, afirmou um aliado influente do prefeito de forma reservada.

Reaproximação com ACM Neto

Diante do impasse com o governo estadual, cresce nos bastidores a possibilidade de reaproximação com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), a quem Cocá apoiou em 2022, após o rompimento do PP com o PT na Bahia. Logo depois do pleito, o prefeito chegou a fazer críticas contra o líder oposicionista, acusando-o de afastamento.

Nos últimos dias, circularam inclusive especulações de que o nome do prefeito de Jequié estaria entre as opções para compor a chapa como candidato a vice-governador na oposição. Atualmente, segundo fontes ligadas ao grupo de Neto, Cocá seria o segundo nome preferido para a vaga, atrás apenas do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União).

“Eu acho que Cocá não será vice de ninguém em 2026. Vai apoiar um candidato a governador, mas não pretende disputar a vice”, assegurou outro interlocutor do prefeito de Jequié, na condição de anonimato.

Futuro partidário

Outro ponto que permanece indefinido é o futuro partidário de Zé Cocá, que pode não se alterar. Havia expectativa de que o prefeito migrasse para o PSB, movimento que seria acompanhado por aliados estratégicos. No entanto, as tratativas ficaram paralisadas em meio a outros movimentos considerados prioritários pelo governo, a exemplo da saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base.

O grupo político do prefeito esperava ser contemplado com espaço na estrutura estadual, inclusive com a possibilidade de uma secretaria, conforme sinalizações atribuídas ao secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola (PT). Até o momento, porém, não houve concretização.

O impasse também atinge aliados próximos do prefeito. O deputado estadual Hassan Iossef (PP), ligado a Cocá, ainda não confirmou oficialmente a filiação ao PSB. A mesma indefinição envolve outros três parlamentares do PP — Niltinho, Antonio Henrique Júnior e Eduardo Sales —, que também são aguardados na sigla, dependendo de ajustes finais nas articulações do governo estadual.

By mario

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