Uma caminhada de rotina para casa se transformou em pesadelo para uma jovem de 23 anos em Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador. Na noite de 13 de janeiro, ela foi abordada, estuprada e roubada por um homem armado com uma faca, que, segundo a vítima, se apresentou de forma súbita e violenta. A vítima revelou que ainda revive mentalmente cada minuto da abordagem violenta.
“Ele só disse para eu andar e não gritar”, relembra a jovem, que preferiu não se identificar. A faca, do tipo ‘peixeira’, foi usada para ameaçar e conduzir a vítima por uma rua pouco movimentada até um local isolado, onde o crime ocorreu. Após a agressão, o suspeito fugiu levando o celular da vítima.
Segundo informações, o homem seria um “andarilho” que vendia balas no centro de Dias d’Ávila. Imagens e testemunhos registraram o trajeto do suspeito na noite do crime:
19h58: vendido balas na Praça ACM, área central da cidade;
20h45: visto saindo do Hospital Municipal Dilton Bispo de Santana, onde teria pedido permissão para dormir, negada;
21h32: abordou a vítima na Rua Rio Joanes, conhecida como rua do “Bar do Litrinho”;
21h33: conduziu a jovem até a Rua Rio Cachoeira, onde consumou o estupro.
Em entrevista à Record Bahia, a vítima detalhou o medo vivido: “Ele me deu boa noite primeiro. Logo depois, disse que estava armado com uma faca e que eu tinha que obedecer, senão me mataria. Colocou a faca no meu pescoço e foi andando comigo, perguntando minha idade e onde eu morava. Eu não sabia o que ele ia fazer de verdade.”
Mesmo com a passagem de duas motos pelo local, o agressor manteve a vítima sob ameaça. “Ele tampava minha respiração para eu não gritar. Eu só pedia para ele me deixar ir para casa. Ele dizia que, se fosse preciso, estava pronto para me matar”, relatou.
Após o ataque, o suspeito fugiu. O celular da vítima foi rastreado e indicou a última localização em Salvador, levantando a hipótese de que ele tenha deixado Dias d’Ávila logo após o crime. O crime é investigado pela 25ª Delegacia Territorial.
O delegado titular, Euvaldo Costa, informou que recursos tecnológicos estão sendo empregados na identificação do suspeito, mas não revelou detalhes para preservar a integridade das investigações.
Desde o ocorrido, a jovem afirma viver em alerta constante, evitando sair sozinha. Familiares e vizinhos acompanham o caso de perto e pressionam por uma resposta rápida na identificação do agressor.

