Os índices de vendas de celulares no Brasil estão enfrentando baixa, mesmo mediante a redução no percentual de desemprego e do aumento na renda mensal dos brasileiros. Assim, com os preços em alta, os consumidores estão adiando a troca por novos aparelhos.

De acordo com informações do jornal O Globo, um dos principais motivos é o destaque da indústria em modelos top de linha, que são mais caros – estes devem ter acréscimo de 20% no valor final durante todo o ano de 2026. Estima-se uma venda anual de 31,6 milhões de unidades, segundo aponta a consultoria IDC, volume menor do que 2025.
O encarecimento dos chips, impulsionado pela demanda de data centers para inteligência artificial, junto ao dólar acima dos R$ 5 e da taxa de juros em 15% ao ano, pressiona ainda mais o custo dos smartphones e o crédito para a compra de aparelhos. As empresas estão mais focadas em impulsionar as linhas premium, ganhando lucros por aparelhos, do que aumentar o volume de venda.
Segundo a reportagem, os celulares ‘populares’ estão desaparecendo do mercado brasileiro. Aparelhos de até R$ 1.500 caíram de 66% das vendas em 2024 para pouco mais de 46% em 2025, enquanto modelos entre R$ 1.500 e R$ 4.999 passaram de 26% para 38%.

Os smartphones de R$ 5.000 a R$ 9.999 subiram de 8% para 12%, e os acima de R$ 10 mil, antes menos de 1%, alcançaram 3% do mercado. Entre eles, se destacam o iPhone 17 Pro Max (R$ 18.499) e o iPhone Air (R$ 10.499), da Apple, e o Samsung Z Fold 7 (R$ 16.999).

A Samsung reforçou seu portfólio intermediário e premium com 11 lançamentos no último ano, incluindo os modelos da linha S25, os dobráveis Flip e Fold, e os A36 e A26. No fim deste mês, a empresa deve apresentar novos aparelhos sofisticados da linha S26. No segmento de entrada, foram apenas quatro lançamentos, como os Galaxy A06 e A17. Jovi e Oppo seguem com uma estratégia parecida, focando em modelos intermediários e premium, como o V50 5G da Jovi e as linhas Reno13 e Reno14 da Oppo.

By Laiana

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