A assim é anunciado o tratamento para dependentes químicos nas redes sociais de uma clínica localizada em Camaçari. No entanto, a realidade se mostra diferente. O centro de reabilitação em questão conta com histórico de maus-tratos e até óbitos registrados dentro de suas unidades.
No sábado (21), a interna Aline da Silva Fernandes, de 43 anos, faleceu após um soco. No boletim de ocorrência, o episódio foi caracterizado como consequência de uma briga entre duas pacientes.

O óbito de Leandro Araújo de Andrade também está sendo investigado. O homem, que tinha transtornos psíquicos, estava internado há sete meses e foi encontrado por funcionários com marcas no pescoço em 2024.
Diversas denúncias ainda relatam agressões por parte de funcionários. Uma delas teria ocorrido contra uma menor de 16 anos. Segundo parentes de internos, os pacientes são submetidos a “condições precárias” e deixados até sem alimentação.
“Essa clínica maltrata demais os internados, um parente meu foi pra clínica e perdeu muito peso. Ele conta que lá ele passou dias sem comer e sofreu muitas agressões. Já deram até um mata leão nele”, contou um familiar de um ex-interno.
Uma prática denunciada por isolamento de internos, que seriam mantidos por dias em um cômodo sem acesso a atividades externas ou qualquer tipo de assistência. Além disso, marcas de agressão e feridas nos acolhidos são frequentes.
A utilização da unidade para internações do estado também foi relatada por familiares, que chegaram até a entrar com ação para retirada de parentes. Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) negou que realize esse tipo de encaminhamento para a clínica.

A estrutura física das unidades do centro terapêutico também está comprometida, com a presença de insetos e roedores na área de convivência dos internos e falta de itens básicos de limpeza e higiene. Imagens obtidas pela reportagem mostram a situação dos quartos de uma das unidades, localizada em Barra do Jacuípe.
O caso teria sido levado ao Ministério Público, mas, até o fechamento desta reportagem, o órgão não se pronunciou. A clínica Centro Terapêutico Família Camaçari também foi procurada, e não respondeu até a publicação deste texto.

By Laiana

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