Os rodoviários de Salvador decidiram, em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (21), na sede do sindicato da categoria, entrar em greve por tempo indeterminado a partir de 0h desta sexta-feira (22). A decisão foi tomada após a segunda reunião mediada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) terminar novamente sem acordo entre o setor patronal e os trabalhadores do transporte público de Salvador.
Em entrevista exclusiva ao Política Livre, o diretor de Comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, afirmou que a proposta apresentada pela Justiça do Trabalho era considerada “defensável” pela categoria. No entanto, os empresários não aceitaram os termos sugeridos durante a mediação conduzida pelo tribunal.
Entre as reivindicações da categoria estão: reposição da inflação com 5% de ganho real; aumento no valor e na quantidade do tíquete-alimentação; redução da jornada diária para seis horas; revisão da chamada “carta horária”; melhores condições de trabalho e gratuidade no transporte; estabilidade pré-aposentadoria; implantação de turnos fixos e direito à troca de linha; gratificação por atuação em grandes eventos; prêmio por assiduidade; complemento do plano de saúde; implantação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR); e instituição de day off (folga no aniversário).
A paralisação deve atingir o sistema de transporte público de Salvador e impactar milhões de passageiros que utilizam o serviço diariamente.
Com a possibilidade da greve sendo anunciada desde o começo do mês, o tema entrou no cenário da discussão política. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) atribuiu a responsabilidade à Prefeitura, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) criticou o Governo da Bahia por não reduzir o imposto sobre o combustível e apelou por um acordo entre trabalhadores e empresários.

