A Polícia Civil prendeu 13 pessoas durante a Operação Peptídeos, deflagrada nesta quarta-feira (11) para combater a comercialização irregular de medicamentos usados no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Ao todo, foram quatro prisões em flagrante e nove em cumprimento de mandados judiciais.

Coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), a operação também cumpriu 57 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades. As ações ocorreram em Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, além de Feira de Santana, no interior do estado, e na cidade de São Paulo.

Durante as diligências, quatro clínicas de estética foram interditadas após fiscalização das equipes. Nos locais, os policiais encontraram medicamentos vencidos, produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e substâncias sem autorização para comercialização no Brasil. Também foram identificados itens armazenados em desacordo com normas sanitárias.

As equipes ainda constataram a manipulação de medicamentos em larga escala e sem individualização de doses, prática que só é permitida em ambiente industrial devidamente autorizado.

Entre os materiais apreendidos estão canetas emagrecedoras, ampolas com diferentes substâncias, medicamentos controlados e produtos utilizados em procedimentos estéticos. Além disso, foram recolhidos celulares, tablets, notebooks, computadores, máquinas de cartão, documentos, cadernos de anotações, uma câmera de vídeo, materiais descartáveis e um veículo. Todo o material será encaminhado para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

De acordo com a Polícia Civil, os investigados poderão responder por crimes como falsificação, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de importar, vender ou manter em depósito medicamentos sem registro no órgão de vigilância sanitária ou sem origem comprovada.

Mais de 200 policiais civis participaram da operação, que contou com equipes de diversos departamentos especializados da corporação, além do apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), da Diretoria de Vigilância Sanitária Municipal de Salvador (Dvis) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

As investigações continuam e aguardam a conclusão dos laudos periciais, que podem levar à identificação de outros envolvidos no esquema.

By mario

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