A população de Camaçari passou a contar, a partir desta terça-feira (30), com a nova Policlínica Regional de Saúde, instalada no bairro Camaçari de Dentro. O equipamento é apontado como o maior investimento em saúde pública realizado no município nos últimos 40 anos e promete ampliar significativamente o acesso a consultas especializadas e exames de alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Quando estiver operando em sua capacidade máxima, a unidade contará com aproximadamente 300 profissionais, entre eles 140 médicos especialistas distribuídos em 28 especialidades. A estrutura também oferecerá exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, contribuindo para a redução das filas de espera e agilizando o diagnóstico e o tratamento dos pacientes.
Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, explicou como funcionará o acesso aos serviços da policlínica. Segundo ele, o encaminhamento dos pacientes será realizado por meio da rede básica de saúde.
“Para poder ter acesso ao exame, à consulta, o agendamento é na porta de entrada da saúde do SUS, nas UBS. É ali que faz o agendamento. A pessoa agenda lá, a unidade informa aqui e, no dia marcado, o paciente realiza o exame. Se precisar de um especialista, ele será atendido. Caso o especialista solicite novos exames, o encaminhamento já será feito diretamente. E, se houver necessidade de cirurgia, o procedimento também será encaminhado a partir daqui”, afirmou o gestor.
A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, destacou o protagonismo de Camaçari no novo ciclo de investimentos federais em saúde.
“Na Bahia, temos nove policlínicas como essa sendo construídas ao lado do presidente Lula. E a primeira policlínica do Brasil dentro do novo PAC é a de Camaçari. Aqui serão realizados 54 mil exames e consultas por mês, sendo mais de 30 mil consultas especializadas para atender a população”, ressaltou.
Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, relembrou sua trajetória pessoal para enfatizar a importância da ampliação do acesso aos serviços públicos de saúde.
“Eu saí da roça com 15 anos e nunca tinha ouvido falar em posto de saúde, unidade básica ou policlínica. Somos de uma época em que muitas pessoas não tinham sequer acesso a um exame. Hoje, ainda encontro mulheres de 60, 70 e 80 anos que nunca fizeram um exame preventivo. Nem todas têm condições financeiras para pagar por esses procedimentos. Muitas vezes, quando a dor aparece ou o diagnóstico é feito, já é tarde. Por isso, equipamentos como este são fundamentais para garantir atendimento digno e salvar vidas”, declarou.
A expectativa é que a nova policlínica fortaleça a rede regional de saúde, oferecendo atendimento especializado mais próximo da população e reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros municípios.

