A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua após uma audiência de mediação realizada nesta quarta-feira (23) no Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminar sem acordo entre o banco e os representantes dos trabalhadores.

A paralisação começou em 10 de setembro e tem como principal ponto de divergência as regras de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários. A negociação contou com representantes da Caixa, da Contraf-CUT e da Contec, além da participação do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Antes da audiência, os trabalhadores haviam rejeitado uma terceira proposta apresentada pela instituição. Entre as mudanças oferecidas estava a elevação, a partir de 2027, do limite de participação da Caixa no custeio do plano de saúde, de 6,5% para 9% da folha de pagamento.

Com o impasse, a Caixa informou que pretende recorrer ao TST por meio de dissídio coletivo, buscando uma solução para a paralisação e segurança jurídica para as partes.

Apesar da greve, serviços como pagamentos, saques do FGTS e movimentações relacionadas a programas sociais continuam disponíveis por canais digitais, caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes bancários.

As negociações podem continuar durante a tramitação do caso no TST, enquanto a paralisação permanece sem uma data definida para terminar.

By Laiana

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