O programa de renegociação de dívidas de pessoa física e empresas, Desenrola 2.0, foi prorrogado até 31 de agosto. Segundo o Ministério da fazenda a ampliação do prazo para endividados quitarem seus débitos não implica em novos aportes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e não contará com novas restrições ou alterações.
Segundo o Ministério da Fazenda, mais de 9 milhões de famílias já usaram o programa, número que pode chegar a 10 milhões de famílias com a ampliação do prazo.
Mais de R$ 20 bilhões já foram renegociados com mais de 1,4 milhão de renegociações, sendo que o desconto médio foi de 85% do valor original da dívida.
O governo está usando um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito. Foram transferidos R$ 5,7 bilhões até o fim de maio.
Segundo o governo, o prazo adicional vai ser importante para motoqueiros e motoristas que tenham interesse no crédito para troca de veículos oferecido pelo programa Move Brasil, mas que estejam com nome negativo e, consequentemente, impedidos de acessar.
Lançado em maio, o programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105. Programa negocia dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos, com cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).
Os juros são de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.
O trabalhador também poderá usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar suas dívidas. Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos.

