O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (11) a lei que cria o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida foi 12 de março, quando ocorreu a primeira morte causada pela doença no Brasil, em 2020. A cerimônia de sanção ocorreu no Palácio do Planalto e foi marcada por críticas de Lula à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante o discurso, o petista afirmou que é necessário preservar a memória das vítimas da Covid-19 e criticou falas e posicionamentos adotados pelo antigo governo em relação às vacinas e às medidas sanitárias.
“Bolsonaro dizia: a pressa da vacina não se justifica. Essa fala foi em entrevista publicada em canal de YouTube do seu filho, aquele fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar golpe contra o Brasil. […] A quantidade de médico que receitava cloroquina, que dizia que vacina fazia as pessoas virarem gay, jacaré, que fazia tudo de mal para as crianças”, declarou.
O projeto que originou a nova lei foi apresentado pelo deputado Pedro Uczai e relatado no Senado por Humberto Costa. A proposta havia sido aprovada pelos senadores no mês passado antes de seguir para sanção presidencial.
