Pesquisadores do Projeto EcoShark, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), identificaram a presença do antidepressivo sertralina no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral fluminense.

Segundo a coordenadora da pesquisa, a bióloga Mariana Alonso, este é o primeiro registro do tipo no Brasil e um dos poucos descritos no mundo. O achado acende um alerta sobre a contaminação dos oceanos por resíduos de medicamentos e seus possíveis impactos em espécies marinhas ameaçadas de extinção.

Os resultados ainda não foram revisados por pares. De acordo com a professora, o artigo deverá ser submetido à publicação em revista científica até o fim deste mês.

A equipe analisou 20 tubarões-martelo de duas espécies —o tubarão-martelo-recortado (Sphyrna lewini) e o tubarão-martelo-liso (Sphyrna zygaena)— capturados acidentalmente por pescadores parceiros do projeto em pontos do litoral do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca, Recreio e Guaratiba.

By Laiana

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