Deixar para pensar na aposentadoria apenas na hora de dar entrada nos papéis é um erro clássico e que custa caro. A verdade é que as escolhas feitas nos últimos anos de trabalho têm um peso enorme no bolso e, sem o cuidado necessário, o trabalhador corre o risco de ver sua renda futura encolher drasticamente.

É exatamente por isso que o planejamento previdenciário virou um aliado indispensável para quem quer turbinar o benefício antes de bater na porta do INSS. Afinal, a Previdência calcula o valor com base em todo o histórico de contribuições, focando especialmente no período após julho de 1994.
O advogado Eddie Parish, sócio do escritório Parish & Zenandro Advogados e especialista em causas contra o INSS e previdência do servidor público, ressalta que a falta de estratégia faz com que muita gente perca dinheiro sem nem saber.
É muito comum ver pessoas que trabalharam e contribuíram a vida inteira e, na hora de se aposentar, recebem um valor bem abaixo do que esperavam. Na maioria das vezes, essa frustração poderia ser evitada com uma análise detalhada feita antes do pedido”, pontua o especialista.
O caminho para elevar o valor do benefício
Muitos trabalhadores não sabem por onde começar, mas existem pontos específicos que podem mudar o rumo do cálculo. Entre os principais fatores capazes de elevar o valor da aposentadoria, destacam-se:

Ajustes e correções no CNIS: Identificar e corrigir falhas no cadastro do INSS.
Vínculos informais ou sem registro: Incluir períodos trabalhados que não constam no sistema oficial.
Atividade especial: Reconhecer períodos sob condições insalubres ou perigosas para adiantar ou engordar o benefício.
Recolhimentos em atraso: Quitar débitos passados, desde que permitidos pela lei.
Cálculo da melhor regra: Encontrar a transição mais vantajosa após a Reforma da Previdência.
Estratégia nas contribuições finais: Planejar os últimos recolhimentos de forma inteligente.
Vale lembrar que, com a Reforma da Previdência, o cálculo mudou e passou a considerar 100% da média das contribuições desde julho de 1994, aplicando coeficientes que variam conforme o tempo de contribuição.

O sistema do INSS nem sempre é perfeito. É comum encontrar salários registrados com valores errados, vínculos incompletos ou períodos de atividade especial que simplesmente foram ignorados. Cada detalhe desses puxa o valor da aposentadoria para baixo”, alerta Eddie Parish.
O perigo de tentar “correr atrás do prejuízo” na última hora
Aumentar o valor das contribuições nos meses finais achando que isso vai milagrosamente garantir um benefício maior é uma armadilha. Especialistas alertam que essa tática pode ser um tiro no pé, já que tudo depende do histórico acumulado ao longo da vida e da regra em que o segurado se encaixa.

By Laiana

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