O Parlamento do Irã colocou em pauta a análise de um projeto de lei que oferece uma recompensa de 50 milhões de euros (cerca de R$ 290 milhões) pelo assassinato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Os detalhes da proposta foram confirmados na televisão estatal pelo deputado Ebrahim Azizi, atual presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento local. Segundo o parlamentar, o texto legislativo faz parte de um conjunto de medidas de retaliação militar elaboradas desde o início dos conflitos armados na região, em março.

Além de Trump e Netanyahu, o plano de execução inclui o principal comandante do Centcom, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos.

“Acreditamos que o presidente dos Estados Unidos, o primeiro-ministro sionista e o comandante do Centcom devem ser alvos de uma ação recíproca”, declarou Azizi, que definiu a caçada humana como uma “missão religiosa e ideológica” para o mundo muçulmano.

Conspiração
O movimento para eliminar figuras do alto escalão do Ocidente não é inédito no território iraniano. Relatórios apontam que, também em março, uma campanha via SMS enviada em massa para os celulares da população local convocava voluntários para participar de uma “mobilização internacional” de recompensa, orientando o cadastramento de interessados por meio da internet.

No final de 2024, promotores federais do Departamento de Justiça dos Estados Unidos expuseram uma denúncia formal detalhando um plano frustrado da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que tentava organizar um atentado contra Donald Trump antes do período eleitoral. O texto segue em tramitação nas comissões de segurança de Teerã.

By Laiana

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