Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião com 6 itens. Entre eles, o PL 1.388/2023, que atualiza regras da Lei do Impeachment, incluindo critérios para abertura de processo contra ministros do STF. O relatório propõe ajustes em quórum, prazos e legitimados para apresentação de denúncias. A pauta inclui ainda o PL 4.752/2025, que cria o Marco Legal da Cibersegurança; o PL 3.220/2019, sobre compartilhamento de postes; o PL 3.758/2024, sobre destinação de imóveis da União; e o PL 5.760/2023, que trata da proteção de trabalhadores resgatados de condição análoga à escravidão. Mesa: presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

No que foi interpretado como uma clara indireta ao ex-aliado Angelo Coronel (União Brasil), o senador Otto Alencar (PSD) anunciou a decisão de coordenador a campanha à reeleição do senador Jaques Wagner (PT), durante comício em Ipirá, no último sábado (11). No palanque, o clima foi de absoluta amabilidade entre os dois, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), mas de evidente isolamento do vice-governador Geraldo Jr. (MDB).

Em determinado momento, Wagner chegou a chamar Otto de “irmão que a política me deu”. Ex-correligionário de Otto e, pelo visto, também ex-amigo, Coronel deixou o grupo governista para apoiar a campanha do candidato das oposições ao governo, ACM Neto (União Brasil), depois que Wagner fechou questão com relação ao lançamento de sua candidatura à reeleição, rompendo compromisso feito em 2022 de apoiar apenas Rui ao Senado nestas eleições.

À decisão de Coronel de manter a candidatura a qualquer preço, desconsiderando propostas alternativas do governo, seguiram o desentendimento entre ele e Otto e o anúncio da aliança com Neto. O ex-prefeito de Salvador chegou a ser alvo de críticas do prefeito de Ipirá, Thiago do Vale (PSD). Ele disse que, apesar de o candidato a governador ter sido votado no município para deputado federal, nunca dirigiu ‘um recurso’ para a cidade.

Durante o evento, o que mais chamou a atenção, no entanto, foi o grau de entrosamento entre os dois senadores, o ex-ministro e o governador, união da qual o vice-governador Geraldo Jr. foi naturalmente excluído. Ele teve seu nome mantido na chapa por imposição do seu partido e com o apoio de Wagner, mas contrariando a vontade de Rui, depois de ter mandando viralizar num grupo de WhatsApp mensagem com críticas ao ex-governador petista.

Hoje, em entrevista à rádio Bahiana FM, o ex-todo-poderoso ministro de Lula deixou clara sua insatisfação com a escolha de Geraldo Jr. para a vice. “Se eu disser que fiquei feliz, que fiquei satisfeito, eu estaria mentindo aqui e eu não gosto de mentir”, afirmou Rui, que chegou a ser dissuadido por Lula a desistir de concorrer por causa da manutenção do vice na chapa. Ele chegou a fazer um post nas redes sociais insinuando que o vice é ‘falso’.

By mario

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